Ibama: 675 áreas de 116 cidades foram afetadas por vazamento de óleo

Segundo o Ibama, desde 30 de agosto, cerca de 4.500 toneladas de resíduos contaminados já foram recolhidos de praias, manguezais, costões e outros habitats
Matheus Muratori - redacao@souecologico.com
Meio Ambiente
Publicado em: 20/11/2019

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou, nessa terça-feira (19), um balanço sobre o vazamento de óleo que atormenta o litoral brasileiro desde o fim de agosto deste ano. Ao menos 675 pontos do já foram atingidos pelas manchas do material, de origem ainda desconhecida oficialmente.

Segundo o levantamento, as 675 áreas afetadas pela substância poluente estão espalhadas por 116 municípios de dez estados: nove da Região Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e um da região Sudeste (Espírito Santo).

Ainda de acordo com o Ibama, desde 30 de agosto, cerca de 4.500 toneladas de resíduos contaminados já foram recolhidos de praias, manguezais, costões e outros habitats. A contagem desse material não inclui somente óleo, mas também areia, lonas e outros materiais utilizados para a coleta. A forma de descarte destes resíduos é determinada pelas secretarias estaduais de Meio Ambiente.

Governo ainda não confirmou a origem de óleo que suja o litoral brasileiro (Foto: Adema/Governo de Sergipe)
Governo ainda não confirmou a origem de óleo que suja o litoral brasileiro (Foto: Adema/Governo de Sergipe)

Segundo a Polícia Federal (PF), uma embarcação grega é suspeita de ter causado o derramamento de óleo, que já atingiu mais de 250 praias nordestinas brasileiras. A embarcação grega teria atracado em 15 de julho na Venezuela, onde ficou por três dias antes de seguir para Singapura, via África do Sul.

As investigações contaram com a participação da Marinha, do Ministério Público Federal, do Ibama, da Agência Nacional do Petróleo, Universidade Federal da Bahia, Universidade de Brasília e Universidade Estadual do Ceará, além de uma empresa privada do ramo de geointeligência.


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